Resenha: Um Amor para Recordar

Aproveitei que tinha mais três (dos muitos) best-sellers do Nicholas Sparks aqui em casa e resolvi abaixar a pilha nesse feriado de Carnaval. E aqui eis o resultado. O primeiro livro da lista foi “Um Amor para Recordar“, publicado em 1999 e adaptado para os cinemas em 2002 (mas lançado aqui no Brasil em 2003).

Até então o primeiro e único livro do Nicholas Sparks que eu havia lido era “A Última Música”, que, a propósito encaro como uma história naquele esquema “triste-porém-bonita”. Nada de tão impressionante a ponto de me fazer querer assistir ao filme – mesmo sendo com o Liam Hemsworth, nosso Gale Hawthorne (Katniss, manda ele pra cá).

Assim como no primeiro livro, observei que o autor apresenta os capítulos com uma visão cinematográfica, muito provavelmente já com intenções de fazê-lo virar filme, o que realmente aconteceu com mais da metade de seus best-sellers.

Ouvi falar muito bem do filme e por isso dei uma pesquisada hoje pelo youtube. Do pouco que vi já deu para notar que adaptaram bastante a história original.

A história de Um Amor para Recordar se passa num cenário que denomino típico “Sparkiano”: uma cidade pequena e afastada onde todo mundo se conhece, há uma igreja principal onde todos também conhecem o pastor e há tranquilidade aos fins de tarde para se observar um belo pôr-do-sol após um dia produtivo e de reflexão pessoal com o amor de sua vida. #prontofalei

A narração é feita por Landon Carter, um homem de 57 anos que diz que sente como se o tempo não tivesse passado e que ele ainda é capaz de reviver aqueles poucos e marcantes meses dos seus 17 anos de idade. E assim começa a contar a tal história que ele mesmo diz que iremos rir e chorar ao final. Posso parecer insensível ou não estar vivendo minha fase mais romântica, mas não consegui me envolver com o casal da história.

Se eu disser que é um livro ruim, estarei exagerando, pois não é. Na realidade, o autor consegue, sim, nos prender na história em si, desenvolvendo em nós uma certa curiosidade de desvendarmos o tal “segredo” que envolve a personagem – mesmo já sabendo sobre a doença de Jamie e de seu final trágico. Não consegui me apegar nos personagens e nem me comover com seu desfecho, principalmente levando em conta que Jamie, a filha do pastor Hegbert, é uma menina tão bondosa e santa que chega a dar raiva. Além de ser uma pessoa evoluída e paciente, o autor quis mostrar que Jamie também não se importava muito com a maneira de se vestir. Estava sempre com a mesma aparência de sempre: um blusão marrom, uma saia xadrez e o cabelo preso em um coque – sem falar na bíblia que carregava pra todo lado e que estava sempre lendo.

Com todo seu bom coração, superioridade e caridade, ela consegue transformar Landon totalmente, fazendo-o crescer como pessoa. Então, o que era para ser um amor puro e inocente, acaba resultando num casal sem sal, superficial e improvável – lembrando que ambos tinham somente 17 anos.

Sei que se eu contar mais detalhes será um spoiler crítico, afinal o livro é curto e gira sempre em torno deste pequeno universo. Mas particularmente não gostei da cena final. Totalmente previsível e novamente improvável. Era para ter me emocionado, mas o máximo que consegui foi “assistir” à cena com uma visão de cima: bem de longe e sem me comover.

O próximo livro da maratona será Querido John, e estou com aquela impressão de que vou voltar ao mesmo universo “Sparkiano” para qual sempre me transporto ao ler suas obras.

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2 Responses to “Resenha: Um Amor para Recordar”

  1. […] Mas assim que Thibault chega em Hampton, começamos a dominar toda a situação e, para nossa irônica surpresa, trata-se de mais um mundo com meia dúzia de personagens, em uma cidade pequena onde todos se conhecem e frequentam a mesma igreja – o que eu disse sobre o Universo Sparkiano? Não lembra? Dá uma lidinha aqui nessa resenha. […]

  2. […] livros que selecionei foram “Um Amor para Recordar” (que já foi até resenhado!), “Querido John” (a resenha dele sai nesta segunda-feira), “Um Homem de […]

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