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Dia Internacional da Hipocrisia

Não quero flores e também não quero ser lembrada hoje. Não quero um dia especial. Um dia para “reconhecer” tudo o que já venho fazendo há anos.
Não preciso de uma data só minha. Não quero ser diferente. Quero ser reconhecida como igual, todos os dias. Não quero que me enxerguem hoje como a “mulher iluminada” por criar os filhos e fazer a janta. Não quero que me encarreguem todo o peso dessa tarefa estereotipada.
Não quero que levem em consideração o meu sexo em um processo seletivo, que me perguntem se sou casada ou se tenho filhos. Isso não interfere na minha capacidade e dedicação.
Não quero que buzinem para mim no trânsito só porque estou dirigindo e sou mulher, e muito menos desejo que buzinem para mim ou mandem beijos e assovios enquanto eu estiver caminhando pela rua.
Não quero sentir mais medo de andar sozinha. Não quero me preocupar com as roupas que visto, se estou me expondo demais para ser assediada.
É péssimo saber que, antes de tudo, minha imagem será associada ao sexo, independentemente de onde eu estiver.
E que eu vou precisar me dedicar três vezes mais por ser mulher para ter algum reconhecimento.
Não quero que duvidem da minha capacidade, ou que definam minha personalidade pela maquiagem que uso ou pelas roupas que visto.
Também não quero que definam meu caráter pela quantidade de namorados que já tive, se estou solteira ou casada.
Não quero que apontem o dedo dizendo que “estou de TPM” ou “sou mal comida” simplesmente pelo fato de eu ter dado a minha opinião ou fazer alguma crítica. Ou até mesmo por ter me revoltado com algo. Eu também tenho direito de me revoltar e ser ouvida.
Não me venha com flores hoje. Eu sei que elas murcham e morrem quando o dia termina.
Respeito, justiça e igualdade diariamente deveriam valer bem mais do que flores e homenagens hipócritas a cada 365 dias.

Resenha: Crenshaw, de Katherine Applegate

O Book da Semana que ficará em destaque aqui no blog é Crenshaw, um lançamento do selo jovem Plataforma 21 e a autora é a Katherine Applegate. É uma obra classificada como infanto-juvenil mas que pode ser lida e apreciada por qualquer um, independente da idade.

Com a ilustre presença de um amigo imaginário chamado Crenshaw, a autora consegue retratar de forma ao mesmo tempo divertida e delicada a maneira criativa que uma criança pode encarar certos problemas como pobreza e fome.

Sem falar que o menino Jackson é uma graça como narrador e protagonista, além do enredo ser realmente tão lindo quanto a capa. Não tem como não se apaixonar por esses dois grandes amigos!

A resenha completa está no vídeo abaixo! (mais…)

Livros novos!

Olá, leitores lindos desse blog! Como vocês estão? Estou muito, muito feliz hoje e já vou explicar o porquê.

Ontem, quarta-feira, passei na livraria depois do trabalho porque estava COMPLETAMENTE MALUCA para comprar PAX, um lançamento de julho da editora Intrínseca (claro, tinha que ser). Eu passei o dia todo pensando no livro, relendo a sinopse, admirando sua capa na internet… Ainda nem comecei a lê-lo mas já estou totalmente apaixonada! <3

Mas aí sabe como é, né? A gente entra numa livraria e fica igual criança, querendo TUDO. E eu acabei trazendo mais outros dois lançamentos (um deles de abril, ok) que também parecem ser incríveis. E chegando em casa, havia um quarto livro que havia pedido pela internet me esperando. Ou seja: CHUVA DE LIVROS NOVOS! E todos estarão resenhados em breve!

Cá estou eu para compartilhar com vocês um pouco sobre todos eles e porque eles parecem valer tanto a pena ler.

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